terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Calda Bordalesa - combate a fungos e bactérias

Pessoal depois do problema que estou passando com minhas orquídeas e da ajuda de alguns amigos com artigos e publicações da internet encontrei essa Calda Bordalesa que é fácil de fazer e parece ser a solução para muitos fungos e bactérias, por isso achei legal colocar par vcs a receita, caso precisem.


A calda bordalesa é uma das formulações mais antigas e mais eficazes que se conhece, tendo sido descoberta quase por acaso, no final do século XIX, na França, por um agricultor que estava aplicando água com cal para evitar que cachos de uva de um parreiral próximo de uma estrada fossem roubados. Logo, percebeu-se que as plantas tratadas estavam livres da antracnose. Estudando o caso, um pesquisador chamado Millardet descobriu que o efeito estava associado ao fato do leite de cal ter sido preparado em tachos de cobre. A partir daí, desenvolveu pesquisas para chegar à formulação mais adequada da proporção entre a cal e o sulfato de cobre.
Como preparar a calda bordalesa:
A formulação a seguir é para o preparo de 10 litros; para fazer outras medidas, é só manter as proporções entre os ingredientes.
a) Dissolução do sulfato de cobre: No dia anterior ou quatro horas antes do preparo da calda, dissolver o sulfato de cobre. Colocar 100 g de sulfato de cobre dentro de um pano de algodão, amarrar e mergulhar em um vasilhame plástico com 1 litro de água morna; uma vez dissolvido, a água ficará com um tom azulado.
b) Água de cal: colocar 100 g de cal em um balde com capacidade para 10 litros. Em seguida, adicionar 9 litros de água, aos poucos. Quando comprar a cal virgem, deverá ser nova e de boa qualidade com alto teor de cálcio (90%). Ao colocar a água, quando a cal é nova e de boa qualidade, observa-se uma reação da mesma
c) Mistura dos dois ingredientes: Adicionar, aos poucos e mexendo sempre, o litro da solução de sulfato de cobre dentro do balde da água de cal.
d) Teste da faca: Para ver se a calda não ficou ácida, pode-se fazer um teste, mergulhando uma faca de aço comum bem limpa, por 3 minutos, na calda. Se a lâmina da faca sujar, isto é, adquirir uma coloração marrom ao ser retirada da calda, indica que esta está ácida, devendo-se adicionar mais cal na mistura; se não sujar, a calda está pronta para o uso.
Bibliografia: PAULUS, G., MÜLLER, A.M. BARCELLOS, L.A.R. Agroecologia aplicada: práticas e métodos para uma agricultura de base ecológica. Porto Alegre: EMATER-RS, 2001 – Publicação: Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, Porto Alegre, v.2, n 2,abr./jun.2001″
Sua aplicação em todas as plantas do orquidário deverá ser no entardecer, com as plantas secas, dia não chuvoso, evitando-se aplicá-la em dias muito frios e sujeitos a geadas. Devemos aguardar dois dias da aplicação para irrigarmos normalmente o orquidário conforme nosso costume. Convém lembrar que a calda bordalesa deverá ser usada no máximo três dias depois de pronta, pois perde sua eficáciaEssa calda não afeta o meio-ambiente.
Entre uma e outra aplicação, devemos aguardar um período de cerca de 15 dias, seguida ou precedida de uma pulverização com adubo. Ou seja, se tivermos aplicado hoje por exemplo, uma solução líquida de adubo no orquidário, deveremos respeitar um mínimo de 15 dias para procedermos a uma aplicação antifungos com a calda bordalesa e vice-versa.
Os componentes desta calda, além de serem fungicida e bactericida, em especial contra a antracnose (certas manchas pretas das folhas das orquídeas), acabam sendo nutrientes. Havendo uma e outra planta atacada, devemos separá-las das demais fazendo uma calda em menor quantidade e pincelar com escova dental de cerdas macias, somente as “doentes”. A aplicação da calda evita propagação do fungo, mas não corrige as manchas já existentes.
DICA: Não compre cal virgem velho nem com teor de cálcio inferior a 80%, encontrado em casas de material de construção e o sulfato de cobre, pó de cristais azuis deverá ter uma pureza mínima de 25% , encontrável em casas de produtos agropecuários.
LEMBRETE: A GRANDE CAUSA DA ANTRACNOSE EM NOSSOS ORQUIDÁRIOS É A MANIPULAÇÃO DAS PLANTAS COM INSTRUMENTOS DE CORTE OU PODA SEM A DEVIDA ESTERILIZAÇÃO BEM COMO O EXCESSO DE UMIDADE, SEJA PELA IRRIGAÇÃO EXAGERADA OU DIAS CHUVOSOS CONTÍNUOS, UMA DAS QUE MAIS SENTEM TAIS ADVERSIDADES SÃO AS PHALAENOPSIS. O ideal seria termos nossos orquidários com cobertura plástica removível própria para estufas, sobre a tela de sombreamento. Isso evitaria o excesso de água em épocas chuvosas. Minha sugestão é o uso dessa cobertura plástica somente na parte superior, já que as laterais deverão estar livres para a ventilação do orquidário. No meu ainda não coloquei e com isso eventualmente tenho problemas com fungos nas épocas chuvosas.
Créditos:
http://www.orquidariocuiaba.com.br

4 comentários:

  1. A melhor explicação que encontrei sobre a utilização da clada bordalesa em orquidários. Parabéns e obrigada. Lucia

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Olá, parabéns pelo blog!
    Pena que só achei sua matéria depois de já ter feito e aplicado a calda bordaleza...
    Coitada da minha phaleanopolis ela é a minha primeira orquídea, e já quase à matei.
    Acho que foi uma secessão de erros, ela estava todo cheia de raiz num vaso bem espremida, até com muitas raízes para fora, na queda da floração eu já deveria ter trocado de vaso... não troquei.
    Ai um dia esqueci a cortina aberta e bateu o sol da tarde direto nela... Depois apareceu um pontinho minusculo preto em uma das folhas, acho que deve ser fungo não sei... por isso, aproveitei a calda bordalesa que meu marido usou nas parreiras e borrifei na orquídea, no mesmo dia q a calda foi feita... Apesar de termos medido corretamente o ph da calda, acho que ela estava muito concentrada/densa...
    Minha orquídea ficou toda azul esbranquiçada... tive que tirar o excesso com um pano úmido, mas ai já tinha secado, tive que tirar esse excesso duas vezes e ela ainda esta esbranquiçada com aspecto de ressecada. Tuchei bastante agua... Uma semana depois vi umas raízes amarelas e as que estavam de fora, principalmente as que entraram em contato com a calda, começara a secar literalmente, murchar e secar... puts...
    Arranquei todo o substrato e a calda tinha escorrido por dentro do vaso e debaixo das raízes, por onde ela passou foi apodrecendo, e amarelando em volta, pois acredito que já estavam tudo amontoadas, fraca, sem luz e sufocadas com um substrato todo socado e ainda mais eu sem noção pra ajuda-lá...
    Arranquei tudo, deixei meia hora de modo na agua pra ver se sai as partes azuis da calda, dei uma lavada e ate uma esfregada pra tentar tirar... deixei desde ontem ela de perninha meio pra cima com o resto das raízes que sobraram para fora, vamos ver se melhora alguma coisa. Detalhe quando tirei o substrato senti um cheiro de mofo, e percebi que nos ponto onde esta apodrecendo a raiz tem um tipo de bolor branco...
    Vou ter que esperar uns três dias para ver se dá uma arejada e outra que tenho q esperar cair o pagamento no final do mês para conseguir comprar tudo novo pra ela, tomara que eu não chegue ao ponto de ter que comprar uma orquídea nova... rs
    Por isso gostaria de saber como esta sua orquídea de mercado, minha raízes estão parecidas com aquela.
    Foi mau pelo texto grande, mas é q estou tão triste :(

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  4. Gostaria de saber como utilizar a calda bordalesa pronta, já em pó - a BORDASUL.
    Qual é a porcentagem do pó para a diluição em água?
    Obrigada

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